A história social do protestantismo brasileiro é contada por
especialistas, antropólogos e sociólogos da religião. Porém, dada à abordagem
individualista, particular, própria das nossas denominações, no mais das vezes,
se conta essa história a partir de um ponto de vista defensivo, ou ufanista,
comprometendo a verdade sobre personagens, dentro das igrejas evangélicas, que
jamais abdicaram de suas responsabilidades cidadãs. No princípio, contaminado
por esse bacilo corporativista, destaquei Jaime Wright como divisor de águas no
protestantismo. Muito pouco para um vulto de tal grandeza ecumênica.
A sociedade brasileira habituada aos regimes ditatoriais
civis e militares apoiava a ditadura. Igrejas evitavam o envolvimento do CMI,
sediado em Genebra, Suíça, acusado de apoiar conspirações contra o regime.